Atraso do acaso
Enorme desabafo
de um coração machucado
há pouco curado
e agora maltratado
Distante do senso
de perceber o veneno
da malícia, esse desejo
bom de sentir, feio quando vejo
E se com outras ele sente
sinal que não mais que de repente
acabaria essa inocente
escrevendo pra se deixar um pouco contente
Com pulos e giros
de samba, maracatu e gritos
deixo sair esses espíritos
que deixam ofuscado o meu brilho
Foram tantas borboletas
no meu estômago, pernetas.
Reflito agora, será apenas
insistir que o coração ainda ganha a razão e pensa?