Noite negra*


Oh, Nastenka! Já que me abandonaste
o amor nascido desde onde te avistei
até hoje é companhia deste herói sem lei
mora em histórias que de ouvir gostaste

A volúpia da ociosidade me afogou
cansado de em fantasia alheia mergulhar
vendo nossa história o ar veio em mim se esgotar
com calor e lágrimas de quem amou

Não me odeie Nastenka amada, sereia do mar
se em mim não fez morada tua singenuidade**
quando atravessou-me o cérebro a letra a ele faltar

E hoje arrependo-me de não o fazer, se amo te amar
basta o destino mudar. Pesa-me a vontade
de infinda hora de felicidade, com ar.




* Viajem minha de como o sonhador ficou depois de um minuto inteiro de felicidade. Não, não basta isso pra encher a vida         inteira de um homem.
* *me vi no direito de um neologismo.


                                   








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